RESENHA | WICKED

15 de julho de 2017

Título: Wicked
Autor: Gregory Maguire
Publicação: Editora Leya
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 496
⭐⭐⭐⭐ 
________________________________________________________________
S I N O P S E : Imagine acompanhar a clássica e prestigiada história de O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, pela perspectiva de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste! Em Wicked, Gregory Maguire nos proporciona essa chance de conhecer o outro lado da moeda, e mergulhamos novamente no fantástico mundo da Terra de Oz. Neste livro, descobrimos todos os detalhes da vida da garota de pele verde que cresceu cercada de desafios e preconceitos, até se tornar uma bruxa infame uma esperta, irritadiça e incompreendida criatura que põe à prova todas as noções sobre a natureza do bem e do mal. A improvável amizade da Bruxa Má do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte, donas de personalidades tão opostas que se tornam melhores amigas; a rivalidade das duas ao se interessarem pelo mesmo homem; e a reação ao governo corrupto do Mágico de Oz também estão no foco de Wicked. A obra de Gregory Maguire arrebatou milhões de pessoas em todo o mundo e baseou um musical na Broadway, que, desde sua estreia, em 2003, já quebrou diversos recordes e conquistou muitos prêmios, incluindo o Tony Awards, considerado o Oscar do teatro. Em 2016, o musical estreou em São Paulo.
______________________________________________________________________________________

Primeiro você nasce verde, é a punição pelos pecados de seus pais. Depois cresce e se refugia, vira militante sem saber ao certo o que você faz. Aí envelhece e vira bruxa, mas o pior de tudo, ainda é ser verde. Eu nunca li e sequer assistir O Mágico de Oz em toda minha vida, mas acho válido dizer que esse é um livro adulto e que pode ser pesado para algumas pessoas, tá bom? E eu já contei sobre como eu comecei a ler esse livro pra vocês? Ainda não? Então clica aqui que você vai saber e até rir da minha cara. Wicked é meio que a biografia da Bruxa Má do Oeste, nós acompanhamos seu nascimento, o surto e até o desprezo que seus pais tinham pelos dentinhos afiados, a apatia e a pele esverdeada. 

Quando Elfaba já está um pouquinho mais crescida surge Coração de Tartaruga para consolar sua mãe, e também, de certa forma, o seu pai. Frex, um sacerdote unionista em decadência acha que salvar o povo de Coração de Tartaruga das garras do Mágico de Oz é o seu dever, então toda a família parte para aquele lado do mundo. Então passamos para sua adolescência e faculdade em Shiz, aonde conhece Galinda, a sua colega de quarto patricinha que em até certo momento lhe faz bullying, também conhecida como Glinda, que também é a Bruxa Boa do Norte. 

Com o decorrer da história nós percebemos que elas não se dão bem de jeito nenhum, mas ainda assim são próximas e tentam conservar uma amizade. Nessa parte do livro, coisas como as relações entre os variados povos de Oz, o preconceito e a discriminação, os conflitos religiosos, são sempre abordados. Durante a faculdade Elfinha é aplicada e não se deixa levar pelas futilidades que a cercam, enquanto seus amigos estão ocupados em querer visitar o Clube de Filosofia (ou algo que o valha) e preocupados com moda e posição social, ela está trabalhando em suas conspirações ou lendo. 


Um dia ela decide sumir, depois de ir com Glinda até o Mágico e saírem sem o enfurecerem muito, ela manda sua amiga de volta para a faculdade e fica por ali mesmo, na Cidade das Esmeraldas, vivendo num porão sujo com um gato, porém servindo a um plano maior. Que diga-se de passagem, nem ela mesma conhece. Depois de alguns anos ela se envolve com um ex colega, o príncipe de casamento arranjado, e isso faz com ela vá junto com Liir para Vinkus, em busca de perdão e redenção pelo fim que esse relacionamento teve por causa de sua militancia! 

Mas chegando lá, não é bem isso que acontece... E se eu contar o resto vai perder a graça. Acho que a ideia do Maguire foi mostrar como a Elfaba se tornou uma bruxa má, mas do meu ponto de vista ela não era assim, ela tinha seus problemas como todo ser humano, mas as pessoas ao seu redor, com toda a indiferença e a humilhação, que acabaram a transformando em uma bruxa. Ela tenta ser uma pessoa detestável? Tenta, mas isso aparenta ser uma blindagem que ela usa pra ninguém se aproximar o suficiente para magoá-la, como aconteceu com Fiyero, ou então de tirar a atenção da sua pele verde.


Eu me identifiquei muito com a Elfaba, com suas crises de fé, ou se preferir, a falta dela, fora o pensamento constate sobre o que é o bem e o que é o mal e quais são suas raízes. Apesar do foco do livro inteiro ser só ela, todas as outras personagens são muito bem construídas e o enredo é bem amarradinho. A transição não vai te contar logo de cara tudo o que está acontecendo, talvez por isso essa não seja uma leitura rápida, mas um acontecimento vai levando a outro, que leva a outro que por fim explica tudo. 


Eu comecei a ler sem expectativa nenhuma, só por causa de uma recomendação, mas me surpreendi bastante, agora já acho que essa é uma fantasia, que quem gosta de fantasia, deveria ler. E espero que a editora (meu amorzinho) publique Son of the Witch aqui no Brasil e logo né moresEu li esse livro em ebook e achei tudo fantabuloso, espero poder comprar a edição física logo. A capa é linda, as ilustrações e o mapa são maravilhosos. Tudo é encantador, a Leya parece ter tido um cuidado especial com esse livro, pelo menos com o ebook dele.

[NOTA: 5.0]

Allons-y, @mastersyka


NAT FERNANDES | COLUNISTA
RESENHA POR @MORANDOEMPASARGADA

6 comentários:

  1. Olá! Não conhecia o livro, mas fiquei curiosa. Essas versões que contam a história dos vilões são sempre interessantes, nos fazem simpatizar com eles e compreender porque são assim. Eu também nunca li nada de O Mágico de Oz, mas fiquei curiosa para conhecer essa história.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  2. Oii Nat tudo bem?
    Eu realmente não conhecia esse livro e confesso pra ti que fiquei bem interessada, gosto de tudo que envolva assuntos e gêneros com bruxas, além do mais adorei a cor da capa, ótima resenha e fotos.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  3. huuummm lendo a sinopse não me senti atraída, mas o fato de tu dizer que acabou sendo surpreendida aguçou minha curiosidade. Anotado.

    ResponderExcluir
  4. Não conhecia o livro, e apesar de gostar de fantasia, não me empolguei muito com o enredo. Vou ficar torcendo para que a continuação não demore, é horrível quando elas demoram.
    Bjs Rose

    ResponderExcluir
  5. Oi! Adorei a proposta do livro! O Mágico de Oz costumava ser uma história contada e recontada, com mil adaptações e versões quando eu era mais novinha, mas ultimamente quase não se fala mais dela, e é uma história muito interessante, cheia de alegorias e lições de moral. Achei bem legal o autor apresentar a versão da bruxa má, gosto de conhecer o lado das vilãs também.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  6. Olá, tudo bem?
    Eu também nunca li e nem assisti O mágico de Oz, mas comprei esse livro pela capa hahaha. A edição está realmente linda e vale a pena adquirir, já que você gostou da leitura.
    Eu tentei começar a ler, mas, devido à falta de tempo, acabei deixando outras leituras passarem na frente. No entanto, sua resenha me deixou muito curiosa para ler e conhecer a história de Elfaba. Espero poder fazer isso em breve, de preferência nas férias para ler com calma.
    Adorei sua resenha!
    Beijos!

    ResponderExcluir

グラスホッパー (gafanhoto), se gostou da postagem e está passando para comentar aqui, desde já, muito obrigado, e lembre-se, boas inspirações! ❤